Disque Denúncia Papai Noel

10 de fevereiro de 2016 , In: Desabafos, Relatos , With: No Comments
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Algumas mães irão compreender meu desespero! Minha filha tem 6 anos e meio e desde 6 meses ela foi diagnosticada com imaturidade do aparelho urinário, o que fez com que ela tivesse crises sérias de infecção urinária. Bem, depois dessa descoberta, Vitória passou um ano e meio tomando antibióticos, uma vez por dia, como uma forma de evitar essas infecções. Mas não era só isso, ela precisava fazer o acompanhamento do seu rim também, ou seja, foram muitos exames de sangue, de raio x, de exames com contraste… uma loucura!

Sou grata, porque minha filha se curou e não preciso de cirurgiã, por isso quando ela completou 2 anos e alguns meses, ela parou de tomar o antibiótico diariamente. Foi uma grande vitória, fazendo jus a seu nome: VITÓRIA!

Vida de mãe é assim! “Matamos um leão” por dia, mas aparece um “rinoceronte” do nada… Quando eu achei que não teria mais problemas, então Vitória resolveu tomar PAVOR de médicos, medicamentos e tudo que se conectava ao mundo da MEDICINA. Quando eu digo PAVOR, é PAVOR mesmo! Ela não podia ver médicos, jalecos, equipamentos (um simples termômetro)… Eu não podia falar a palavra remédio, que já se desesperava, ficava nervosa, se escondia debaixo da cama.

Isso tornou-se um “problema”! Quando Vitória ficava doente, eu já imaginava o drama: segurar a força, misturar o remédio, levar na emergência, tomar injeção e por aí vai… Foram 4 anos passando por alguns sufocos! Para vocês terem uma ideia, chegamos ao ponto de usar supositório de novalgina quando ela dormia, para baixar a febre, porque ela não tomava remédio de jeito algum. Vomitava, gritava, chorava, ficava desesperada! Tentamos de TUDO que vocês imaginarem! No final das contas, acabávamos na emergência para tomar os medicamentos injetáveis… sem falar dos desgastes emocionais com meu marido (outra resenha). 

Mas tudo mudou em novembro de 2015! Vitória estava com uma tosse há 10 dias, a nebulização e os jatos no nariz não estavam resolvendo, então levei-a no Otorrino e para meu “desespero”, a médica receitou 10 dias de antibiótico. Gelei! Passou todo um filminho na minha cabeça e já fui logo pedindo o medicamento injetável, mas a médica disse que seriam 10 injeções, durante 10 dias seguidos… então desisti.

Fui para casa decidida a conversar com Vitória e dar o medicamento de qualquer jeito. Foi quando me lembrei de um texto que li, num blog materno (não vou lembrar o nome), falando sobre uma situação parecida e a mãe utilizou o artificio do “Disque Denúncia do Papai Noel”. Parece piada, mas foi o que me salvou.

Comprei o remédio e chamei Vitória para dar. Conversei, expliquei a importância e disse que ela precisava tomar. NADA! Ela simplesmente entrou em crise e começou a chorar, dizendo que não ia tomar, se jogou no chão, ficou vermelha… Calmamente, eu fechei a porta do quarto, coloquei-a em meu colo e expliquei que ela precisava… Perda de tempo! Ela não tomou! Foram 40 minutos de tentativas, quando peguei-a em meus braços, apertei a boca e coloquei o remédio.

Papai-Noel

Claro que ela cuspiu tudo! Naquele momento, me lembrei de colocar em prática, a ideia do Disque Denúncia de Papai Noel, conforme li no blog e a conversa aconteceu assim:

Eu: Vitória, você vai precisar tomar esse remédio por 10 dias e tomaremos novamente no final da tarde. Não quero pegar você à força novamente e, muito menos, ligar para o Disque Denúncia de Papai Noel.

Vitória: Disque Denuncia de Papai Noel? O que é isso? Não, mãe! Por favor!

Eu: Disque Denúncia é o número que as mães têm para fazer queixa para Papai Noel, ou seja, se você não tomar o remédio hoje de tarde, vou precisar ligar para ele.

Vitória: “Por favor, mãe! Eu juro que vou tomar, mas não ligue para Papai Noel”.

Confesso que não pensei que fosse surtir efeito! O medicamento seria ministrado às 18 horas, quando chegamos às 17 horas, ela me chamou e disse: “Mãe, vamos tomar o remédio?”. Fiquei pasma e resolvi tentar ministrar o remédio uma hora antes, já que partiu dela!

Acreditem se quiser, ela tomou o remédio TODINHO. O único pedido foi tomar de duas vezes e com um Danete em seguida… Nem acreditei! Parecia um sonho! Há muito tempo não ficava tão feliz e aliviada. Todo aquele estresse havia acabado como num passe de mágica, só posso agradecer ao Papai Noel!

Que possamos usufruir desses momentos lúdicos para benefícios em nossas relações com nossos filhos! Graças à figura do Papai Noel, Vitória perdeu o medo do remédio e viu que não era um “bicho papão”. Sei que Papai Noel não terá a mesma importância em breve, mas ele cumpriu um papel muito especial em nossa casa.

#FicaDica

Mamãe Bia

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Nascida em Itabuna, signo de Peixes. Formada em Relações Públicas, mas Educadora de construção e coração. Amo minha família e minha ocupação favorita é SER MÃE. Amo os livros! Sonho em ter uma Livraria ou uma ONG para animais abandonados. Cheia de ideias, criatividade não me falta, sou exagerada, falo muito. Faço meditação para conversar com Deus!

 

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