A Diferença entre Afeto e Gratidão!

2 de fevereiro de 2016 , In: Experiências, Relatos , With: No Comments
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Você “fabricou”, pariu, cuidou, alimentou, vestiu, deu educação e um teto. Parece bom, não é? Tudo o que pais e mães que amam e se importam fazem. Mas, calma que tem mais. O seu próximo passo é cometer o erro de achar que, por conta de tudo isso e por seu filho ter parte do seu DNA, você automaticamente tem o afeto dele.

Sim, é bem verdade que tudo isso TEM o seu valor. Enche o meu peito de alegria e esperança saber que nesse planeta em que vivemos, o número de pais e mães que se importam supera o número daqueles que não. Se você está aqui lendo isso, significa que faz parte do primeiro grupo. Mesmo assim, tem uma coisa que eu preciso que você entenda: afeto é diferente de gratidão.

Muito provavelmente o seu filho será eternamente grato a você por todas as coisas que pôde oferecer a ele. Seus esforços trabalhando duro para ganhar um dinheiro legal, e assim, lhe dar a melhor educação. Afinal, que pai não quer ver seu filho aprovado nas melhores universidades e conquistando os melhores empregos, não é?

Seu filho terá o peito explodindo de gratidão ao lembrar de todas as vezes em que você deixou de fazer as coisas por você mesmo para fazer por ele. As melhores roupas, os melhores brinquedos, a melhor alimentação, o melhor conforto. A melhor qualidade de vida que você conseguiu dar.

Você apenas não percebe que não é necessariamente isso, e SOMENTE isso, que te fará ser a primeira pessoa para quem ele vai ligar quando estiver passando por algum problema. Não é necessariamente isso que fará seu filho encher a boca e dizer a plenos pulmões para quem quiser ouvir que os pais dele são seus melhores amigos.

O vínculo do afeto surge com a sua ação de ficar presente para as dores e alegrias do seu filho. Surge com a sua demonstração diária que está ali para ele, disposto a ouvi-lo, a entender suas necessidades e, verdadeiramente, se colocar em seu lugar. Não para julgá-lo com alguma “grande e absoluta verdade”, usando frases feitas como: “Sou seu pai/mãe, sei o que é melhor para você!”. Acredite, o que você tem é apenas uma intuição.

O que é verdadeiramente “melhor para o seu filho” você só vai saber se despindo de parte daquilo que você acha que sabe e trabalhando em conjunto com ele. Isso mesmo. Sem tirania, sem autoritarismo, apenas você e ele trabalhando juntos. Sem ser aquele pai ou mãe que está simplesmente ali para “cumprir o seu papel”. Em minha opinião, não há frase mais triste do que essa para um filho ouvir de seus pais.

Se tem uma coisa que eu aprendi é que afeto não se compra, nem com bens materiais, nem com vínculos sanguíneos ou árvores genealógicas rebuscadas. Afeto se conquista dia após dia. E, falando em árvore, talvez você queira começar a plantar a hoje a semente do afeto no solo da sua relação com o seu filho.

Anna Djamila

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Nascida em Itabuna, signo de Peixes. Formada em Relações Públicas, mas Educadora de construção e coração. Amo minha família e minha ocupação favorita é SER MÃE. Amo os livros! Sonho em ter uma Livraria ou uma ONG para animais abandonados. Cheia de ideias, criatividade não me falta, sou exagerada, falo muito. Faço meditação para conversar com Deus!

 

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