Filme Malala

17 de novembro de 2015 , In: Dicas, Eventos , With: No Comments
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Para milhões, ela é uma figura mundial transformadora e fonte de inspiração.

Entre os extremistas, ela vem sendo perseguida como uma ameaça e um alvo.

No retrato liberador de Davis Guggenheim, MALALA, vemos a adolescente nascida no Paquistão e mais jovem ganhadora do prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, como uma jovem muito real, uma adolescente sucessivamente corajosa, compassiva, ameaçada e que ama se divertir e simplesmente insiste no direito de viver e aprender, para todos.

Rodado durante os 18 meses intensos que Guggenheim passou com toda a família Yousafzai no Reino Unido e viajando por Nigéria, Quênia, Abu Dabi e Jordânia, o filme é uma oportunidade profunda de conhecer Malala, o pai Ziauddin, a mãe Toor Pekai e os irmãos Khushal e Atal que ajudaram a forjar a jovem mulher em que ela está se tornando.Esta é a história por trás da cultura e infância encantada de Malala: a história por trás de uma família que disse não à tirania e a consequência invisível de um evento abalador que transformou uma escolar ousada numa ativista educacional conhecida em todo o mundo.

Para o diretor vencedor do Oscar® Davis Guggenheim (UMA VERDADE INCONVENIENTE, WAITING FOR SUPERMAN), familiarizar-se com as muitas facetas diversas de Malala apenas tornou sua história ainda mais intrigante.Embora sua coragem possa ser incomum, ele viu que a determinação de Malala veio através de seus pais, cultivando em si mesma um poder que todos temos, o poder de nossa voz.

“Malala é a história incrível de uma menina que arriscou sua vida para expressar o que é certo”, diz Guggenheim.“Mas meu primeiro instinto para fazer esse filme foi porque trata principalmente de uma família, do amor de um pai e de uma menina que se sente fortalecida para fazer coisas surpreendentes.Seria muito fácil contar essa história de forma sensacionalista.Mas não é isso o que me inspira.O que me inspira é um pai que viu na filha alguém que poderia fazer tudo e que acreditou nela.O que me inspira é uma mãe que disse “é importante que nossa filha fosse para a escola”.O que me inspira é uma filha que viu seu pai falando abertamente e disse: “Eu quero fazer isso também”.O aspecto mais extraordinário da história de Malala é a família, os relacionamentos e as escolhas que fazem nas vidas”.

Malala Yousafzai fala do filme:“É uma combinação de paixões: minha paixão, a paixão da minha família e a paixão de Davis Guggenheim.Todos queríamos despertar as vozes das meninas.Este filme se tornou uma ótima oportunidade para contar nossa história e, também, para dizer que educação é um direito humano básico”.

O filme se desenvolve numa combinação de entrevistas emocionalmente francas, filmagens de dentro do Paquistão e animações vívidas, feitas à mão, que trazem memórias do passado para vida vibrante.Leva os espectadores do momento em que o ativista paquistanês e educador Ziauddin Yousafzai deu o nome Malala para sua filha, em homenagem à lendária heroína popular Pachtun Malalai de Maiwand, para a decisão destemida de Malala, aos 11 anos, de fazer um blog para a BBC, sob pseudônimo, sobre a vida de menina numa cidade liderada pelo Talibã, à tentativa chocante e malsucedida de assassinato de uma criança pelo Talibã e a batalha subsequente de Malala pela vida.

O filme foca com mais atenção no aqui e agora, em Malala crescendo, ao mesmo tempo em que começa a lidar com seu poder como agente de mudança global.Ela está mais focada do que nunca nas mais importantes batalhas de nosso tempo: fortalecimento das meninas por meio da educação, se opondo à violência e forjando novos líderes comunitários.E, no entanto, ela é apenas uma adolescente lidando com suas crenças em meninos, lição de casa, irmãos, pais e o futuro, em meio a intensa atenção da mídia.

Os filmes de Guggenheim o levaram de círculos políticos a vida na estrada com o U2, mas seu forte interesse em educação fica claramente visível na elaboração de MALALA.Teve um impacto profundo em sua visão do mundo, uma experiência que ele quer compartilhar com o público.

“Depois de fazer esse filme, estou mais otimista”, Guggenheim conclui.“Passei a conhecer uma família que enfrentou tantos obstáculos e, no entanto, sua crença em falar livremente continua a inspirar.Durante a gravação deste filme, muitas pessoas vieram até mim e perguntaram: “como a Malala é e como posso fazer o que ela faz?”A oportunidade de dar essa história a essas pessoas me motivou”.

A HISTÓRIA DE MALALA

“Eles pensaram que a bala nos silenciaria.Mas nada mudou na minha vida exceto isso: fraqueza, medo e desesperança morreram.Nasceram força, poder e coragem”.

~ Malala Yousafzai

 Em 9 de outubro de 2012, a jovem vida de Malala Yousafzai foi mudada abruptamente.Esse foi o dia divisor de águas em que ela e duas de suas amigas, Shazia Ramzan e Kainat Riaz, foram baleadas no ônibus escolar por uma brigada armada do Talibã no viçoso Vale do Swat do Paquistão.Uma bala penetrou no lado esquerdo da fronte de Malala, exigindo extensa cirurgia e uma placa de titânio para reparar os danos.Mas embora a arma tenha provocado danos físicos, não tocou o que tornava Malala tão surpreendente: uma inteligência poderosa, compromisso e compaixão que contradizem sua juventude.

Ela tinha apenas 15 anos.No entanto, Malala já havia atraído a atenção do mundo com sua voz.Em 2009, ela começou a escreveu um blog anônimo e ousado para a BBC, expressando seus pontos de vista sobre educação e documentando a vida no Vale de Swat, na medida em que o Talibã proibia música e televisão, além de tornar impossível para as mulheres deixarem suas casas para fazer compras e abreviavam gravemente a escolaridade para as meninas.Embora o blog tenha parado, ela continuou falando livremente na imprensa internacional e, em 2011, Malala recebeu o primeiro National Youth Peace Prize (prêmio nacional jovem de paz) do Paquistão.Pouco depois, numa reunião de líderes do Talibã, foi decidido por voto que a jovem deveria ser assassinada.

Malala se recuperaria, mas não seria fácil.Ela teria que construir uma nova vida numa cidade distante para onde foi evacuada na busca de atendimento médico especializado: Birmingham, Inglaterra.Por enquanto, não é seguro voltar para seu amado lar no Paquistão.

A bala que quase acabou com a vida de Malala a empurrou para a ribalta, na medida em que esse ataque impensável a uma menina despertou o mundo para sua história de bravura.Mas essa história está apenas começando.Enquanto lutava incansavelmente para se recuperar, Malala se recusou a recuar ou comprometer suas crenças.Em vez de se calar, Malala estava determinada a continuar sua campanha.Com muito esforço, ela assumiu o papel de defensora de meninas e de crianças por toda a parte, por refugiados, por crianças em zonas de guerra, por todas as crianças sem acesso às escolas ou à educação, com o mesmo destemor com que vivia antes do tiro.

Sem perder o ânimo com os novos desafios físicos, ela continuou o trabalho no Reino Unido, enquanto equacionava como ser ela mesma numa cultura completamente nova.Foi cofundadora do Fundo Malala com o pai Ziauddin e Shiza Shahid, que batalha globalmente pela educação das meninas, ela escreveu o campeão de vendas, Eu Sou Malala (com Christina Lamb), fez um discurso poderoso nas Nações Unidas e começou a viajar o mundo para apelar pelos direitos das crianças.

Em dezembro de 2014, enquanto se rodava MALALA, ela se tornou a pessoa mais jovem na história a receber o Prêmio Nobel da Paz.Ela recebeu o prêmio em conjunto com Kailash Satyarthi, um lutador indiano pelos direitos das crianças.

APENAS MALALA PODERIA CONTAR A HISTÓRIA DE MALALA

“Meu pai só me deu o nome Malalai.Ele não me fez Malalai. Eu escolhi esta vida”.

~Malala

No início, MALALA não deveria ser um documentário.

Pelo contrário, os produtores Walter Parkes e Laurie MacDonald, conhecidos por filmes poderosos como GLADIADOR, PRENDA-ME SE FOR CAPAZ, O CAÇADOR DE PIPAS e O VOO, visualizaram um longa de narrativa convincente, depois de lerem as primeiras páginas de amostra da autobiografia de Malala.

“Quando se encontra uma história verdadeira como essa, e subitamente se vê coragem autêntica e real em face de terríveis adversidades em nome desse simples direito universal de educação das meninas, como cineastas, não se pode evitar ser atraído para isso”, relembra Parkes.

MacDonald acrescenta:“Havia todos esses elementos belos e míticos da história de Malala, começando com a realidade de que ela recebeu o nome de uma poetisa e guerreira Pachtun afegã, que morreu por falar abertamente, e Malala quase que encontrou a mesma sina, mas se recuperou milagrosamente.Depois, havia os elementos intrigantes do relacionamento com a família e o cenário do Vale de Swat, um dos lugares mais bonitos do mundo, mas que foi do paraíso ao inferno em apenas alguns anos quando o Talibã assumiu o controle.Assim, ficamos muito tocados com o que lemos”.

Parkes e MacDonald viajaram para a Inglaterra para conversar pessoalmente com Malala e sua família.Mas assim que chegaram a Birmingham, algo inesperado aconteceu que mudou todo o ponto principal do filme: eles ficaram embevecidos com o espírito de Malala e a química da família Yousafzai.

“Laurie e eu saímos da primeira reunião sentindo que nenhuma atriz poderia possivelmente representar Malala”, relembra Parkes.“Quero dizer que ela é tão única como ser humano.Percebemos que uma abordagem de documentário seria uma forma muito mais poderosa de contar a história e fazer com que o público se familiarizasse com ela.Queríamos, ainda, que Malala e sua família sentissem uma forma de posse criativa e emocional da história.Assim, mudamos a direção e trouxemos Davis Guggenheim, um homem com imensa curiosidade, um intelecto agudo e verdadeiro humanismo.Com esses dons singulares como documentarista e interesse apaixonado pela educação, sabíamos que ele seria o diretor perfeito para o filme”.

Guggenheim se tornou sinônimo de documentários que atravessam a cultura popular.Seu pai, um documentarista vencedor do Oscar® por mérito próprio, teve uma imensa influência em sua vida.Estimulou rodadas de debates apaixonados sobre mudança climática com UMA VERDADE INCONVENIENTE, ganhador do Oscar® e ainda muito discutido.A isso seguiu-se o igualmente incendiário WAITING FOR SUPERMAN, uma viagem emocional pelo sistema educacional público americano, que amealhou o prêmio do público no Festival de Cinema Sundance.Depois, participou de turnê com o U2 em FROM THE SKY DOWN, que se tornou o primeiro documentário na história a abrir o Festival de Cinema de Toronto.

Um aspecto que diferenciou Guggenheim na sua carreira é que ele não é atraído para revelações ou humilhações.Pelo contrário, ele faz filmes sobre temas e pessoas que o emocionam até o âmago.“Algumas pessoas fazem documentários sobre pessoas que não gostam ou até mesmo odeiam.Eu faço documentários sobre pessoas que amo”, pondera o diretor.

Dito isso, Guggenheim está interessado em ir se aprofundando cada vez mais e revelar pessoas que admira como jamais foram vistas antes. Assim, muitas pessoas sentiram ter visto um lado mais humano e honesto de Al Gore em UMA VERDADE INCONVENIENTE que não havia aparecido nem mesmo na campanha presidencial.Essa busca pelo que motiva as pessoas era mais importante do que nunca nessa aproximação com Malala.

“Penso que o desafio que sinto com sujeitos bem conhecidos é me aproximar muito mais do que outros fizeram, perguntar, como eu posso realmente revelar essa pessoa?” pergunta Guggenheim.“Sentia que devia me direcionar de modo muito pessoal.Seria realmente penetrar na vida da família e entrar na casa, estar com eles de forma muito próxima.

Parkes diz que Guggenheim foi a combinação perfeita para a tarefa de entrar na vida da família Yousafzai de forma investigativa, mas discreta.“O grande poder de Davis é sua curiosidade sobre o mundo”, observa o produtor, “que se traduz em ele ser um extraordinário ouvinte e um formidável perguntador.Assim, o que se acaba vendo nas entrevistas pertence de forma autêntica e única ao momento.Sente-se como se estivesse sendo propulsionado para um relacionamento espontâneo e próximo com Malala e sua família”.

MacDonald continua:“Davis não é apenas um cineasta notável, mas alguém incrível que se liga a pessoas.Ele é o tipo de pessoa para quem se pode confiar a vida, o que, penso eu, permite que vá muito fundo.Sabíamos que ele encontraria uma ótima história de família para ser contada.Davis traz, também, uma imensa paixão por questões de educação e tendo ele mesmo filhas, ele se identificava com essa história de forma pessoal”.

Parkes e MacDonald levaram o projeto para parceiros de produção de longa data, Image Nation com sede em Abu Dabi, que imediatamente o abraçaram e financiaram totalmente.Participant Media, a empresa conhecida pela busca de conteúdo que inspira mudança social, subsequentemente juntou-se a Image Nation para cofinanciar o filme.

A sinergia com Image Nation em MALALA era inegável.“Tínhamos uma relação de longa data não só com a Image Nation, mas com toda a região.Produzimos O CAÇADOR DE PIPAS, um filme admirado pela apresentação diversa de personagens muçulmanos e, subsequentemente, participei do Fórum Mundial Anual Estados Unidos/Islã (US/Islamic World Forum), patrocinado pelo Brookings Institute, por dois anos como representante cultural”, Parkes explica.

Ele continua:“Sentimos que, dadas as sensibilidades religiosas e políticas, queríamos a Image Nation participando desde o princípio.  Lembro contar a nosso parceiro Mohamed Al Mubarak sobre o porquê de querermos fazer este filme sobre Malala e ele me interrompeu depois de algumas frases para dizer: “Walter, ela é tudo o que defendemos”.    Estávamos filmando sua apresentação nas Nações Unidas no aniversário de 16 anos apenas semanas depois”.  

Para Ziauddin Yousafzai, a tomada de decisão de permitir a equipe de filmagem entrar no coração do círculo interno da família não foi simples, mas ele acreditava ter encontrado os parceiros certos.

“Sentia como um pai que havia acabado de passar por um trauma muito grande em nossa vida e ser seguido por câmeras poderia ser difícil, mas sempre fizemos coisas em nossas vidas por uma causa que é muito maior do que nós”, ele comenta.“Walter e Laurie motivaram nossa família e, em seguida, depois de encontrar Davis e começar a conhecê-lo, entendi que nunca encontraríamos alguém melhor do que este homem para contar esta história sobre nossa campanha pela educação global. Davis tem algo especial em sua personalidade.Ele pode trazer à luz as verdades internas que estão no fundo do coração e isso era o que queríamos compartilhar com o mundo”.

Fonte: Regina Buffolo / Fox Films

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Nascida em Itabuna, signo de Peixes. Formada em Relações Públicas, mas Educadora de construção e coração. Amo minha família e minha ocupação favorita é SER MÃE. Amo os livros! Sonho em ter uma Livraria ou uma ONG para animais abandonados. Cheia de ideias, criatividade não me falta, sou exagerada, falo muito. Faço meditação para conversar com Deus!

 

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